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O que é ECMO e por que essa tecnologia pode ser decisiva no suporte à vida?

Este conteúdo foi elaborado a partir de informações publicadas pela ELSO — Extracorporeal Life Support Organization, entidade internacional sem fins lucrativos reconhecida como uma das principais referências mundiais em ECMO/ECLS.

A ELSO reúne instituições de saúde, pesquisadores e parceiros especializados em suporte extracorpóreo à vida, oferecendo diretrizes clínicas, educação continuada, publicações científicas e um dos maiores registros internacionais de pacientes tratados com ECMO. Por isso, suas orientações são amplamente utilizadas por equipes especializadas e centros de referência em terapia intensiva, cirurgia cardíaca, neonatologia e cuidados críticos.

A seguir, apresentamos uma versão adaptada para o público brasileiro sobre o que é ECMO, como essa tecnologia funciona e em quais situações ela pode ser decisiva no suporte à vida.


A ECMO, sigla para Extracorporeal Membrane Oxygenation, ou Oxigenação por Membrana Extracorpórea, é uma terapia avançada de suporte à vida utilizada quando o coração e/ou os pulmões estão gravemente comprometidos e não conseguem exercer suas funções adequadamente.


Também chamada de ECLS, Extracorporeal Life Support, a ECMO não trata diretamente a causa da doença. Sua função é oferecer suporte temporário ao organismo, permitindo que o coração e/ou os pulmões tenham tempo para descansar, se recuperar ou aguardar uma intervenção definitiva, como um transplante.


Na prática, a ECMO funciona como uma circulação extracorpórea modificada. O sangue do paciente é conduzido por cânulas até um circuito externo, onde passa por uma bomba e por um oxigenador. A bomba ajuda a impulsionar o sangue, enquanto o oxigenador realiza uma função semelhante à dos pulmões: adiciona oxigênio e remove gás carbônico. Depois disso, o sangue retorna ao corpo do paciente.


Essa tecnologia pode ser indicada para pacientes de diferentes idades, incluindo recém-nascidos, crianças e adultos, em situações críticas como insuficiência respiratória grave, choque cardiogênico, parada cardíaca, miocardite, embolia pulmonar, sepse, trauma, pneumonia grave, COVID-19 e outras condições em que coração e pulmões precisam de suporte intensivo.


Existem dois tipos mais comuns de ECMO. A ECMO venoarterial, conhecida como VA, oferece suporte ao coração e aos pulmões. Já a ECMO venovenosa, conhecida como VV, é indicada principalmente quando o problema está nos pulmões e o coração ainda consegue bombear sangue de forma adequada.


Durante todo o período em ECMO, o paciente é acompanhado por uma equipe altamente especializada, que pode incluir médicos intensivistas, cardiologistas, cirurgiões cardiovasculares, perfusionistas, enfermeiros, fisioterapeutas respiratórios e especialistas em ECMO. Esse monitoramento contínuo é essencial, pois a terapia envolve pacientes extremamente graves e exige vigilância 24 horas por dia.


A retirada da ECMO acontece de forma gradual, quando a equipe identifica sinais de melhora e avalia que o coração e/ou os pulmões já conseguem retomar suas funções com menor dependência do suporte. Mesmo após sair da ECMO, muitos pacientes ainda precisam de ventilação mecânica, fisioterapia, acompanhamento nutricional e reabilitação até a recuperação completa.


A ECMO representa uma das tecnologias mais complexas e importantes da medicina intensiva. Mais do que um equipamento, ela envolve estrutura hospitalar, treinamento especializado, protocolos de segurança e uma equipe preparada para atuar em cenários de alta criticidade.


Em situações extremas, quando cada hora pode fazer diferença, a ECMO oferece algo fundamental: tempo. Tempo para o organismo responder ao tratamento. Tempo para a equipe médica agir. Tempo para que a vida tenha uma nova chance.


Fonte: Extracorporeal Life Support Organization — ELSO. “What is ECMO? Extracorporeal Membrane Oxygenation”.

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