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O mesmo coração, dois laudos diferentes. Vamos discutir sobre isso no Riocentro.

há 2 dias
4 min de leitura

A variabilidade na medida da fração de ejeção é um problema de método, e é nela que a Philips concentrou a automação da linha de ultrassom cardiológico. Converse com a Cardiovent sobre isso no estande da Philips, no 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, de 8 a 10 de outubro.

A fração de ejeção mede quanto do sangue que enche o ventrículo esquerdo sai a cada batida. É um dos números mais usados da cardiologia, e ele carrega decisões pesadas: classificar uma insuficiência cardíaca, indicar um dispositivo, interromper uma quimioterapia.

O problema é que esse número não sai igual todas as vezes.

Um paciente com FEVE de 33% tem indicação de cardiodesfibrilador em prevenção primária. Um paciente com 37% não tem. A distância entre esses dois laudos cabe dentro da margem de variação de uma medida feita por Simpson biplano.

Onde a variabilidade entra

O Simpson biplano pede quatro traçados manuais da borda endocárdica: apical 4 câmaras e apical 2 câmaras, cada uma em diástole final e em sístole final. Sobre esses contornos o software empilha discos e devolve os volumes. Cada etapa admite divergência legítima entre dois profissionais experientes.

Onde termina o endocárdio e começam as trabéculas. Qual frame representa a sístole final. Se o corte apical pegou o ápice verdadeiro ou encurtou o ventrículo, subestimando o volume. E se aquele ventrículo ainda cabe na premissa geométrica de que dois planos reconstroem a cavidade, premissa que perde força em ventrículo remodelado ou aneurismático.

O efeito prático aparece no seguimento seriado. Um paciente em quimioterapia cuja FE cai de 58% para 49% muda de conduta. Se parte dessa queda for variação de medida, a decisão foi tomada sobre ruído.

O que muda com aquisição volumétrica

O caminho da Philips começa antes do software. O transdutor xMatrix adquire um volume 3D do coração inteiro, em vez de dois planos. Sobre esse volume, o HeartModel aplica segmentação baseada em modelo anatômico: o algoritmo parte de um conhecimento prévio da anatomia cardíaca, ajusta esse modelo ao volume do paciente e delimita as superfícies endocárdicas do ventrículo esquerdo e do átrio esquerdo ao mesmo tempo. Saem fração de ejeção e volumes de VE e AE em segundos, sem traçado manual.

Duas fontes de erro deixam de existir nesse percurso. A premissa geométrica sai de cena, porque a cavidade foi medida em volume. E o encurtamento apical deixa de pesar, porque a medida não depende de o corte ter alcançado o ápice verdadeiro.

O gargalo que a automação desfaz

Vale separar aqui o que é argumento de fabricante do que já é consenso na literatura.

Que a ecocardiografia 3D supera a 2D em acurácia e reprodutibilidade para volumes e fração de ejeção está estabelecido há anos. O que manteve o 3D fora da rotina foi outra coisa: fluxo de trabalho demorado e necessidade de expertise específica em aquisição tridimensional.

É esse gargalo que a automação ataca. Segundo dados da Philips, a aquisição e análise de imagens ecocardiográficas 3D com o HeartModel foi 82% mais rápida no modo totalmente automatizado e 63% mais rápida com edição manual, na comparação com o uso de múltiplas visualizações 2DE para medida de volume.

O resto da cadeia

A mesma lógica se repete nos outros recursos da plataforma:

Auto Measure — redução de 51% no tempo de quantificação, conforme demonstrado com o transdutor X5-1.

SmartView Select — identifica sozinho as imagens adequadas para aplicações como Strain ou fração de ejeção, poupando a seleção manual.

AutoStrain — reconhecimento automático de vista e posicionamento automático de contorno para o strain longitudinal global.

Segmental Wall Motion Scoring — detecta os contornos automaticamente e usa todos os segmentos do ventrículo esquerdo para calcular um escore que apoia a avaliação de disfunção ventricular.

Em todos eles o operador mantém a capacidade de editar e substituir a automação.

O que a automação não resolve

Vale dizer com todas as letras, porque quem faz eco todo dia já sabe: nada disso compensa janela acústica ruim. Volume mal adquirido entrega medida mal calculada, com ou sem inteligência artificial.

E reprodutibilidade não é sinônimo de acurácia. Um algoritmo consistente devolve a mesma resposta duas vezes, o que elimina a divergência entre operadores sem garantir sozinho que o número esteja certo. A própria Philips registra que os resultados publicados são específicos da instituição onde foram obtidos.

O ganho está em retirar da conta a parcela de variação que vem do traçado manual, que é justamente a parcela sobre a qual o serviço tem controle.

Um detalhe para quem faz transesofágico

O transdutor 3D TEE X11-4t mini tem a ponta 35% menor que a do X8-2t. Na prática, é acesso à imagem 3D transesofágica em pacientes pediátricos e idosos que antes ficavam fora da técnica.

A mesma plataforma, mais agendas

Do lado da gestão do serviço existe um segundo argumento. EPIQ CVx, Affiniti CVx e a linha Compact compartilham interface, fluxo de trabalho e transdutores intercambiáveis. A Philips chama isso de serviços compartilhados: ampliar a capacidade cardiológica do parque já instalado sem trocar de plataforma e sem criar uma segunda curva de treinamento dentro do serviço. Para quem precisa absorver demanda de eco com o orçamento que tem, é uma conta que fecha de outro jeito.

Encontre a Cardiovent no estande da Philips

O 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia acontece em conjunto com o World Congress of Cardiology, promovido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e pela World Heart Federation, de 8 a 10 de outubro de 2026, no Riocentro, na Barra Olímpica. A Philips é uma das marcas apoiadoras do evento.

Na edição de 2022, realizada no mesmo espaço, o congresso reuniu mais de 12 mil participantes de 62 países. Para 2026, prevenção, tecnologia e transformação digital estão entre os eixos centrais da programação do WCC.

A Cardiovent estará no estande da Philips durante os três dias.

Somos parceira oficial da linha Healthcare da Philips em todo o estado do Rio de Janeiro, com atuação em venda, capacitação e suporte técnico especializado. A conversa no estande não termina na demonstração: continua na configuração adequada ao seu perfil de exames, no treinamento da equipe e na manutenção ao longo de todo o ciclo de vida do sistema.

Manter equipe própria de assistência técnica dedicada aos equipamentos que representamos se justifica exatamente aí. Ultrassom parado esperando chamado é agenda cancelada, e agenda cancelada é paciente esperando.

Se o seu serviço está discutindo reprodutibilidade de laudo, tempo de exame ou como absorver demanda cardiológica sem duplicar estrutura, agende uma conversa com nossa equipe durante o congresso.

Para agendar antecipadamente: comercial.equipamentos@cardiovent.com.br | 21 3936-0898

 
 
 

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